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 The Manor av Rosenbush - Residencia dos Rosenbush

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AutorMensagem
Ralph C. Rosenbush
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MensagemAssunto: The Manor av Rosenbush - Residencia dos Rosenbush   Sab Ago 15, 2009 5:30 am





"Följ ditt öde, blöta dina växter, du älskar rosor, resten är skuggan av träden utanför."
"Segue tua sina, Molha as tuas plantas, ama tuas rosas,o resto é sombra, de arvores alheias " - Fernando Pessoa


The Manor av Rosenbush
Circulando pelo centro de Londres, perto de Belgrave Square, na movimentada rua Lowndes numero 33 você poderá ver uma casa que foge a arquitetura local, cercada por uma mureta de tijolinhos amarelos, sem portão, sem caixa de correios, sem indicação, poderá ver a imensa escadaria de mármore que se estende por três lances de escada cercadas por um belíssimo jardim de arbustos, muito diferente das casas brancas cujas paredes tem hasteada a bandeira do reino unido, o amarelo ocre parece se destacar do branco das outras casas causando risadas em quem passa.

A casa fora comprada á alguns anos quando os membros de uma importante família Sueca, os Rosenbush vieram para a Inglaterra buscando fugir de ameaças, buscando esquecer o atentado a sua antiga mansão e a morte de seus progenitores. Gustav procurou um lugar movimentado onde ele pudesse ver as pessoas, onde ele pudesse sentir o coração da cidade pulsando forte e foi ali perto do Belgrave Square que ele mandou derrubar uma antiga casa e mandou construir o Solar dos Rosenbush em um tom que lhe lembrasse sua rosa favorita, a rosa amarela, cuidou pessoalmente do jardim de arbustos da frente da casa que contem as espécies mais bonitas de arbustos do mundo principalmente rosas, dominantes no jardim traseiro da casa.

A primeira coisa que se vê ao subir as escadas de mármore é a circular torre principal da casa, uma torre que se estende acima da varanda contendo dois andares mais um sótão, os vidros espelhados mostram a quem vê de fora apenas o reflexo de si próprio, mas quem esta dentro do recinto pode observar o clima que bem entender, variante ao seu humor poderá ver a rua chuvosa quando está sol, nevando quando está chovendo, sol quente quando está nevando, ventando quando não bate uma brisa. Entre os espelhos frontais estendem-se no primeiro andar colunas de tijolos com capitéis de ordem corintia e em cima no segundo andar colunas da mesma ordem.

A varanda redonda repleta de colunas de ordem corintia na sua parte externa tem em sua parte interna uma grande parede de pedra onde tem entalhada uma rosa com os mais variados tipos de pedra do mundo, pétalas multicoloridas feitas de lápis-lazuli, quartzos coloridos, ouro, esmeraldas entre outras pedras, no teto a se movimentar um relógio que mede o humor do visitante, podendo apontar desde “mal humorado como dragão faminto” até “feliz como Veela apaixonada” indicando os extremos e os seus meios, por fim vem a grande entrada de vidrais coloridos, repleto de rosas coloridas que vão se movimentando, tomando os vidros, ao lado da porta o vitral de uma ninfa sorridente indica cumprimentando o visitante de um modo diferente conforme indicado pelo relógio.

A porta se abre e o visitante pode avistar o hall de entrada com uma chapelaria onde o elfo domestico pega seu chapéu e bengala e os guarda, um espelho que muda sua aparência de acordo com o cheiro – se você estiver fedendo logicamente ele te indicará no seu pior estado - e por fim um lavabo com dois Eau de Toillet feito especialmente pelo anfitrião da casa Gustav Rosenbush para que se o visitante estiver com um cheiro desagradável passe os mesmos ficando com um cheiro similar ao frescor das damas da noite na madrugada. Aos o hall mais uma porta de vidro, este vidro fosco permite ver-te novamente um reflexo de si, abrindo a segunda porta bem vindo a sala principal.

Uma sala retangular, a sua esquerda permite-se ver um corredor que contem a escada para o segundo e o terceiro andar da casa,a porta que leva a lateral da casa, os armários abaixo da escada e por fim mais um corredor. A parede ao lado do corredor, na sala principal, é toda feita de pedra, de um lado um grande quadro de madeira e no seu núcleo rosas de todas as cores desidratadas compondo brasão da família, no meio o quadro do antepassados família contendo personagens como o avô e a avó que se mexem e cumprimentam os visitantes, alguns meio rabugentos, outros mais gentis, outros ignoram simplesmente. Abaixo do quadro da família uma grande lareira de mármore branco contrastando com o ocre da pedra, e por fim duas estatuas de cachorros da raça Dog Alemão, de mármore.

Do outro lado da mesma parede mais um quadro de madeira e flores desidratadas mas neste as flores tomam forma de um casal apaixonado que se beijam. Existe a abertura para mais um corredor que leva a cozinha e a sala de jantar, do outro lado da sala grandes moveis de madeiras repletos de livros, objetos, troféus e vitrolas, três enormes sofás de couros e alguns pufes, um grande tapete persa toma todo o tapete e algumas mesinhas nos cantos, nos cantos da sala presos a parede mãos de ferro seguram velas que nunca derretem e no centro da sala ao teto um grande lustre de cristal ilumina tudo com sua luz amarela.

Passando por mais um corredor a sala de jantar, uma enorme mesa com capacidade para umas quarenta pessoas, cheia de castiçais, enormes armários com aparelhos de jantar dos mais variados tipos, armários negros assim como a grande mesa. Decorando as paredes que tomam um tom amarelo de Nápoles com rodapés ao estilo barroco e beiras do mesmo estilo, decorando as paredes pratos mágicos pintados com as imagens das melhores cozinheiras da família, tendo por volta de oito pratos, as mulheres que tem em suas mãos colheres de pau e panelas brigam entre si, discutem, falam coisas sobre a comida que esta na mesa, comentam sobre os convidados de um modo bastante cômico e ofensivo. Saindo da sala de jantar pela entrada dos elfos você chega a cozinha, Sem eletrodomésticos e essas coisas, apenas eletrodomésticos bruxos como o velho fogão, os elfos cuidam perfeitamente da comida usando sua mágica assim como a dona da casa.

Passando pela área de serviço e pelo banheiro de hospedes chegamos a escadaria, nos leva ao segundo andar onde fica a entrada para a grande biblioteca, dois andares da torre cheios de livros de todos os tipos e gostos, e quadros dos mais intelectuais dos Rosenbush que lêem, pedem silencio, exigem concentração e paciência dos visitantes, uma musica calma e relaxante é ouvida por todo o ambiente, algo como um Jazz bem lento. Saindo da escada no corredor você vê a direita o atelier de Leatri - esposa de Gustav -, o atelier é bagunçado com quadros e jornais e pinceis por toda a parte. A esquerda você tem a porta para o escritório de Gustav onde ele trabalha o dia todo cuidando dos negócios da grande loja dos Rosenbush de perfume, um outro corredor leva aos quartos de hospedes por fim outro corredor nos leva a varanda onde fica um lindo jardim de inverno, o lugar favorito de Leatri dizem, que sempre é vista ali cuidando de suas azáleas, orquídeas e camélias.

No terceiro andar continua a biblioteca e se encontra os quartos dos moradores da casa, a grande suíte do casal Rosenbush que toma praticamente metade da casa, ali dentro é suficiente para se construir outra casa, de frente para a porta deste existem três portas, cada uma de uma cor, a vermelha o quarto de Rachelle, o azul o quarto de Remy e a púrpura o quarto de Ralph, os quartos são enormes com suítes e tudo mais que se possa imaginar que um adolescente possa querer, são verdadeiramente grande e tem uma visão ampla da cidade, as janelas, uma do lado da outra permite os irmãos se verem ao acordar e um espelho mágico interliga os quartos permitindo um irmão se comunicar com o outro sem ter que sair do quarto.

Um cômodo vazio não se sabe ao certo fica no fim do corredor, os trigêmeos nunca entraram lá, dizem que é a entrada para o sótão. No sótão misterioso fica o laboratório secreto de Gustav onde ele cria os melhores perfumes do mundo, onde ele guarda suas receitas, onde ele faz seus experimentos e onde ele passa a maior parte do tempo, nem seus filhos nem sua esposa sabe onde fica a entrada para tal local que é protegido magicamente por milhões de feitiços, toda a vez que alguém tenta invadir se esquece do que esta fazendo e lembra de algo mais importante, sempre que alguém suspeita de uma entrada Gustav a muda por segurança as suas formulas secretas.

No jardim traseiro onde tem uma linda cabana de madeira pintada de branca cheia de rosas vermelhas e amarelas e cor de rosa enlaçando as colunas entalhadas ao estilo gótico, uma grande mesa se estende ali onde os Rosenbush podem tomar café, outra pequena cabana agora do estilo renascentista de mármore com uma mesa redonda grande é onde eles tomam chá da tarde e recebem visitas que podem admirar a beleza de um jardim fantástico onde dizem alguns, leprechaums brincam felizes quando a arco-íris – pura magia ilusória – mais borboletas coloridas habitam ali nos dias de sol dando um ar muito bonito.

A estufa fica no final perto ao muro que limita a residencia, a grande estufa é onde Gustav cria suas misteriosas rosas. Esta é a maravilhosa casa dos Rosenbush, claro que a casa tem alarme contra trouxas, ao menor sinal de trouxa entrando na misteriosa e peculiar propriedade a ninfa para de sorrir, o relógio esconde seus ponteiros e magia para instantaneamente, mas claro que outra magia protege a casa, toda vez que um trouxa entra na residencia sem ser convidado se esquece do que está fazendo e se lembra de algo muito mais importante a fazer, e então sai, é assim que durante anos os Rosenbush tem mantido os trouxas longe de sua magnífica propriedade no centro administrativo de Londres.


Última edição por Ralph C. Rosenbush em Sab Ago 15, 2009 7:04 pm, editado 1 vez(es)
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Rachelle C. Rosenbush
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MensagemAssunto: Re: The Manor av Rosenbush - Residencia dos Rosenbush   Sab Ago 15, 2009 6:52 pm

≈ 10 de Novembro de 2029 ≈ Sábado ≈
≈ Manhã ≈
NarraçãoRachelleComentários mentaisLaya, elfa doméstica
≈ Não há post anterior. ≈


”Det var den tid du forlorat din steg som gjorde dina steg sa viktigt.”
Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.


O tempo incrivelmente gélido fazia com que minha presença nos jardins fosse ainda mais requisitada. Eu acordara cedo naquela manhã de sábado, como era de costume. Laya, uma das elfas domésticas acabara de entrar em meu quarto, trazendo em seus bracinhos miúdos um sobretudo de pele branca.

- Aqui está senhorita. - Ela disse fazendo uma reverência, enfiando o nariz pontuda no chão do quarto. Eu estava na porta do banheiro, havia acabado de sair do banho.

- Obrigada. - Respondi polidamente, por pura educação, não posso lhes negar pelo menos um pouco de gratidão, tinha que admitir que graças a eles minha vida era bem mais simples. Laya pareceu se contorcer de emoção em receber algum sinal de gratidão de minha arte.

- Deseja mais alguma coisa, senhorita Rachelle? - Ela agora parecia ainda mais disposta em me fazer favores. Já que ela queria tanto, acho que não faria mal se eu abusasse um pouquinho.

- Meus pais já se levantaram? - Ela negou com a cabeça. - E meus irmãos? - Ela negou novamente. Suspirei enquanto desenrolava a toalha de meu corpo para colocar uma roupa aquecida. - Bom... Peça para que preparem alguns cookies e suco de abóbora, por favor. - Ela fez mais uma exagerada reverência e saiu apressada. Eu não era de comer muito, para total desagrado de minha mãe que insistia em que eu tivesse uma alimentação – principalmente no café-da-manhã – mais saudável.

Eu simplesmente odeio o frio, e não faço a menor questão de esconder isso. Todo o glamour das plantas sumiam em meio aquele horroroso clima. As rosas se escondiam parando de esbanjar suas cores vibrantes ao longo de nosso jardim. Mesmo assim, eu havia questão de assar longas horas do lado de fora, enfrentando o frio junto as minhas preciosidades.

Vesti uma saia – por mais frio que estivesse, eu simplesmente não conseguia usar uma calça – justa de pele negra, uma blusa de lã fina em tons bege e bem trabalhada. Calcei um par de botas que iam até o joelho, igualmente negras e por cima de tudo o sobretudo que Laya havia trazido. Não havia o menos sinal de barulho no quarto ao lado, o que significava que meus irmão ainda não haviam se levantado. Peguei a varinha branca que estava em cima da penteadeira e coloquei-a no bolso do sobretudo, penteei meus cabelos longos, lisos e acaju, deixando-os soltos, para evitar o frio que eu passaria se os prendesse, como normalmente estavam acostumados.

Desci, e antes de seguir os jardins no fundo da casa, resolvi dar uma rápida olhada na movimentação da rua. Passei sem olhar para o relógio, diferente do verão – em que normalmente apareceria “Feliz como uma veela apaixonada” - era bem capaz do relógio indicar que eu estivesse com um péssimo humor. As ruas ainda estavam desertas, “Desertas ao modo de Londres não é?! Sempre havia uma ou duas pessoas andando por ali.” A ninfa me cumprimentou quando passei por ela e eu lhe retribui o aceno.

-Senhorita. O café da manhã está servido. - Ouvi Laya me dizer, sem me demorar muito segui em direção aos jardins do fundo. Estava curiosa para ver como minhas adoráveis árvores de cerejeiras estavam se comportando ao clima.

A mesa do lado de fora estava com muito mais coisas do cookies e suco de abóbora. “Dona Leatri pelo visto proibiu as elfas de me deixarem comer pouco.” Revirei os olhos, já havia desistido de convencer minha mãe que eu não tinha fome. Esperava que logo mas alguém acordasse naquela mansão, assim o café da manhã não seria tão solitário, e haveria um motivo mais plausível para o fato de tantas coisas além do que eu havia pedido.


Última edição por Rachelle C. Rosenbush em Ter Ago 18, 2009 7:56 pm, editado 1 vez(es)
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Remy Rosenbush
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MensagemAssunto: Re: The Manor av Rosenbush - Residencia dos Rosenbush   Dom Ago 16, 2009 10:32 am


~ 10 de Novembro de 2029 - Sábado ~
Manhã

"The fragrance alltid i händerna på vem som ger blommor."
"A fragrância sempre permanece na mão de quem oferece as flores"
(Hadia Bejar)


Começa mais um dia de férias, mais um lindo e gélido dia dentro da nossa mansão. Nossa, como eu adorava aquele lugar que papai construíra. Como ele era tão diferente da intragável cidade de Londres, e como me lembrava tanto nossa Suécia. Muito embora a beleza das flores se esvaísse durante dias gelados como aquele, eles também, por si sós, possuíam suas peculiaridades, em especial os flocos de neve.

Entre meus dedos estava um copo, uma taça na verdade, repleta de suco de Blueberrys, colhidas fresquinhas no nosso jardim. Não havia lugar melhor naquela cidade imunda que a nossa residência, e, no momento, eu tentava esquecer que Ralph insistira tanto no dia anterior para me levar a um lugar trouxa chamado “cinema”, que havia conseguido. O modo como ele sempre conseguia as coisas que queria comigo me irritava. Ele jogava sujo, hunf. Era impossível resistir aos pedidos dele, ainda mais da maneira como ele costumava pedir.

Volto dos meus devaneios quando escuto o som de passos adentrando o Jardim Interno. Como eu estava do outro lado deste, longe da porta – sentado em uma cadeira balanço que era meu lugar favorito de ficar – não consegui identificar quem havia vindo. Ergo-me dando uns passos até dar de cara com a minha irmã, sabendo que ela ficaria surpresa em me ver acordado.

- Bom dia maninha. Sim, você deve estar pensando o que eu estou fazendo fora da cama tão cedo, não é? Com um sorriso, me aproximo dela, puxando uma cadeira junto a mesa bem arrumada e me sentando. – Simplesmente não consegui dormir direito essa noite. As idéias do nosso irmão não me descem... Essa coisa de cinema... – Não que eu tivesse assim tanto pavor dos trouxas... Apenas uma pequena aversão, mas afinal, para quê nos misturarmos? – Sabe que ele insiste nessa história do tal “cinema”... Onde já se viu. – Balanço a cabeça, pegando um dos cookies e levando a boca, dando uma mordida. – Não consegui dormir e desci bem cedo, passei na cozinha e vim direto para o Jardim. Preferi que ninguém me visse para não despertar curiosidades. –

Eu tinha mesmo acordado bem falante naquela manhã. Mas não tinha culpa, eu precisava desabafar com alguém, e minha irmãzinha fora o alvo. Respiro fundo, fechando mais um pouco meu grosso sobretudo preto e volto a olhar para ela, com as bochechas rosadas devido ao frio que fazia.

- E sua noite, como foi? Agüentou bem a noite dessa cidade maldita? – Não era segredo para ninguém o quanto eu repudiava Londres, e igualmente daria tudo para voltar para nosso país de origem. Como eu sentia saudade daqueles longos campos verdes, dos Leprechauns – reais – passeando e esbanjando seus potes de ouro... Nunca, mas nunca mesmo, me acostumaria com aquele buraco que vivíamos agora, cheio de fumaça, pessoas amontoadas, ratos e cheiro de esgoto.


Última edição por Remy Rosenbush em Ter Ago 18, 2009 8:29 pm, editado 4 vez(es)
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Ralph C. Rosenbush
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MensagemAssunto: Re: The Manor av Rosenbush - Residencia dos Rosenbush   Seg Ago 17, 2009 9:42 pm

~~ 10 de novembro de 2029
~~ Sábado
~~ Post anterior: --
~~
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~~Se ela estiver afundando eu posso segurar minha respiração até que o céu volte
~~Ou me afogar como um rato...










Of Moons, birds and monsters ~~

M
aldita noite. O vento batia contra minha janela fechada, eu tinha acabado de chegar – obvio que ninguém sabia disto – á leste já se via os primeiros raios de sol, cheguei pela rede de flú na sala principal e subi as escadas, o vento batia muito forte contra a janela do meu quarto e eu não estava me agüentado, fechei as cortinas meio tonto cambaleando, girei nos calcanhares e corri para o banheiro de meu quarto, não consegui evitar vomitar tudo aquilo que estava entalado na minha garganta.

Limpei meus lábios, meu cabelo arruivado caia liso na altura dos meus olhos que estavam vermelhos por causa do álcool e da tontura natural de um porre, me joguei no chão do banheiro caindo como um peso morto, estiquei meus dedos pela latrina fria tentando levantar, por Merlin como eu estava mal, no escuro eu só via sombras, sombras e mais sombras, nada alem daquilo que me amedrontava, a luz da lua entrava em um facho fazendo reflexo na cortina que esvoaçava um pouco enquanto alguns flocos de neve adentravam o quarto me fazendo tremer de frio – ainda que eu estivesse no banheiro -.

Não demorou muito, meus olhos pesaram, pesaram, eu cai num sono profundo, aquele típico sono de quem bebe a noite inteira e cai de tanto álcool correndo na veia, maldita hora que eu achei que sair de noite sozinho era uma boa, conheci um garoto qualquer, fui para um hotel, ele me encheu de conhaque até eu não agüentar mais e bem o resto vocês já devem saber certo? De certo eu não sou o adolescente bruxo mais comum do mundo, adoro pegar uns trouxas de vez em quando, é ate que divertido o modo como eles se encantam por mim, os perfumes especiais de fato funcionam nada melhor que essência de dama da noite e patchulli para atrair um garoto para a sua cama.

Eu estava num sono no chão do banheiro quando uma voz foi me chamando para a realidade, aos poucos fui retomando a consciência,a voz foi chamando meu nome pouco a pouco, e eu fui acordando;

- Senhor Ralph.... senhor Ralph...

Abri os olhos assustados e me dei de cara com aquele ser pequeno e bizarro na minha frente, uma tonteira tomou conta de mim e rápido como um gato me joguei com a cara no vaso voltando a vomitar, a elfa domestica fez uma expressão ruim junto com um som bizarro e riu, olhei para ela de joelhos no chão com a cara péssima;

- isso é engraçado? Vai buscar um remédio pra mim sua inútil!

Ela se limitou em mais uns sons engraçados e saiu, aparatando ali, eu me levantei tirando aquela roupa que ainda tinha o perfume dele contido, taquei tudo em um canto do meu banheiro e me taquei numa ducha de água fria, seria o suficiente para me trazer de volta a mim, um banho rápido para tirar aquele cheiro do meu corpo, saindo do banho vou até minha penteadeira olhando meu corpo nu acho algumas marcas e acabo batendo contra a mesma, maldito trouxa tinha me deixado duas marcas, que crápula!

Passo uma base por baixo, em seguida pó de arroz e corretivo em alguns lugares, um batom da cor dos meus lábios e lápis de olho negro delineando meus olhos azul cor de safira. Coloco um sobretudo negro todo bordado de púrpura e, uma blusa social de seda branca com babados por baixo e por abaixo uma segunda pele de lã, dois broxes na forma de rosa do lado direito do meu peito, uma calça justa preta e uma bota, pronto eu estava perfeito. Meu cabelo caia perfeitamente na altura dos meus olhos e eu rezava para os dois não perceberem minha escapada noturna.

A elfa vem com a poção que eu bebo de uma vez só fazendo cara ruim e então saiu, passo por mamãe sem falar com ela propositalmente, não estava na condição de falar com ninguém, saio pela saída de trás da asa e então vou caminhando pela neve branca do jardim até a cabana branca onde tomávamos café, os dois já estavam ali, sem cumprimenta-los passo por ambos me sentando ao lado de Remy, puxo do meu bolso um óculos escuro e coloco na face e então sibilo baixinho para os dois;

- Bom dia...

Falo abaixando a cabeça com os óculos, por Merlin eu não queria ninguém me perguntando nada, eles iam me matar mas era quase – pra não dizer impossível – esconder algo dos meus irmãos, eles liam meus pensamentos quase.


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Rachelle C. Rosenbush
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MensagemAssunto: Re: The Manor av Rosenbush - Residencia dos Rosenbush   Seg Ago 17, 2009 10:53 pm

≈ 10 de Novembro de 2029 ≈ Sábado ≈
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NarraçãoRachelleComentários mentais
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Mal eu havia me sentado em umas das estofadas cadeiras em volta da mesa quando ouvi a voz de Remy. Por Merlim, que susto. - Quer me matar de susto? – Sempre um poço de educação, eu admito. - Bom dia, maninho. De fato, estou surpresa. – ”E como estava” A normalidade naquela casa era simples. Eu acordava normalmente minha mãe já estava de pé, papai eu só via na hora do almoço e olhe lá. Quanto a Ralph e Remy variava muito da noite que eles havia tido. Dei uma mordida no cookie enquanto seguia o movimento de meu irmão com os olhos, logo ele estava sentado ao meu lado.

Cinema. Estar em Londres sempre nos trazia um grande carma, ”Ninguém manda ter um irmão que acha divertido seduzir os trouxas.” Fazer o que, irmão é irmão. E por mais que eu não aceitasse toda essa interação com o mundo trouxa, não reclamava. Não apoiava, mas sinceramente não sei dizer não, pra nenhum deles. ”Hellooooo, você já viu a carinha de coruja que se perdeu na tempestade que eles fazem?! Não tem como resistir.” O que só torna o carma ainda maior. Mas perder o sono por causa de uma idéia mirabolante de Ralph já era demais. Não sei como Remy ainda não se acostumou a isso. - Depois de 16 anos de convivência você ainda perde o sono por isso, manino?! – Comecei a rir tomando um gole de suco de abóbora antes de voltar a falar. - É por isso que o Ralph te faz de gato e sapato. – Se eu não resistia a um pedido deles, Remy era três vezes pior com relação a Ralph.

Tirei de dentro do sobretudo um par de luvas brancas e passei a esfregar uma mão na outra. - Fria! Como sempre. Se tem uma coisa que deixa meu belo humor abalado, é o frio de Londres. Por Merlim, minhas rosas não resistem, minha gatinha passa a noite embaixo do meu edredom se tremendo toda. E acima de tudo, eu sempre passo frio por não usar calça nem por decreto. – ”Se Merlim aparecesse na minha frente e me mandasse colocar uma calça, eu batia o pé.” Não coloco e ponto final.

Mal eu havia terminado de falar, vi chegar quem faltava. Ralph passou por nós, sem dizer uma única palavra e se sentou do outro lado de Remy. Levei uma das mãos a boca, tentando evitar o sorriso, que parecia estar prestes a escapar de meu controle. ”A noitada foi boooooa. Certeza.” Mas se eu falasse isso, certamente iria receber um mortifero olhar de meu irmão. Ao invés disso, sorri. - Bom dia. Flor do dia! - Dei uns segundos para em seguida completar. - Está sol aqui né?! To pensando em ir trocar de roupa, colocar um biquini. To precisando de uma corzinha... - Juro que eu já tentei ser menos irônica. Mas haviam certas situações que era impossivel segurar. A quem Ralph queria enganar?! Ele é outro que já devia saber que assim como Remy não sabe dizer não a ele... ele também não sabe mentir para Remy e para mim.


Última edição por Rachelle C. Rosenbush em Ter Ago 18, 2009 7:57 pm, editado 1 vez(es)
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Remy Rosenbush
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MensagemAssunto: Re: The Manor av Rosenbush - Residencia dos Rosenbush   Ter Ago 18, 2009 2:47 pm


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Minha expressão se retorce em uma careta maior ainda com os comentários da minha irmã. Ok, ela tinha razão, não era apenas pelo cinema que eu havia deixado de dormir. Onde raios Ralph havia se metido aquela noite? Porque até a hora em que meus olhos me permitiram ficar acordado esperando por ele, e pode crer que isso quer dizer bem tarde, ele não havia chegado ainda. “Aposto que foi festejar com os trouxas... Ou melhor, as trouxas”.

É claro que eu tinha ciúmes dele, eu já tinha admitido isso – apenas para mim mesmo – lógico. Por que ele tinha que gostar tanto daquelas criaturinhas afinal? O que elas tinham de tão divertido? Bufo enraivecido com isso, com minha noite de sono ruim e com agora as indiretas da minha irmã sobre como eu sempre cedia às vontades do meu irmão.

Viro o rosto para o outro lado, pegando um bolinho sobre uma travessa na mesa e comento. Isso me irritava, por mais que fosse verdade. Nem sequer contrariá-la eu podia, ou estaria sendo hipócrita, mas ao menos agora Rachelle já falava de outra coisa. Dou graças a Merlin quando o assunto se desvia da figura do nosso querido gêmeo, e parte para um ponto que eu achava crucial: falar mal de Londres.

- Esse lugar me dá nos nervos. – Certamente o meu humor abalado dava uma entonação mais enraivecida à afirmação. – Quando eu me formar, pode escrever, Rach, eu vou voltar para a Suécia. – Falava com um bico enorme, terminando meu suco de Blueberrys e deixando o copo sobre a mesa, cruzando uma perna sobre a outra e me abraçando devido ao frio.

Não decorre muito tempo desde minha última indignação verbal sobre a cidade até quando meu irmãozinho festeiro nos dá o ar da sua graça, juntando-se a nós no café da manhã. Nem percebo que ele não olhava para a gente, afinal, eu também observava qualquer coisa menos a cara dele. Para quê? Para vê-lo com a típica expressão de ressaca e ter certeza das minhas desconfianças? Confesso que eu preferia me iludir achando que ele ficara fazendo algo diferente do que convencendo trouxas “animadinhas” a irem para a cama com ele, e sabe-se lá qual cama.

- Bom dia. – Respondo frio, com um tom de voz bem diferente do de Rach, pegando – sem nem olhar – alguns cookies, os guardando em uma mão e capturando com outra, para leva-los à boca.

Eu conhecia minha irmã bem demais para saber que, no fundo, ela estava louca para arrancar de Ralph onde é que ele tinha se metido, se ela pudesse, já estaria o cobrindo com um mar de perguntas. Respiro fundo ouvindo a ironia dela, me segurando realmente para não participar daquilo. Ergo-me então, pegando meu prato e entregando para a elfa doméstica dar um jeito.

- Eu vou lá para dentro, tomar um banho para espantar o cansaço. Espero que vocês dois se divirtam naquele tal “cinema”. – Falo olhando para minha irmã, nem sequer lançando um mínimo olhar para Ralph, e então saindo, deixando bem claro que eles não contariam com a minha presença no passeio.

É, eu estava sim emburrado e fazendo manha com aquilo, e por dentro me corroendo de raiva daquelas atitudes dele. Eu não tinha um bom motivo para isso, ou ao menos não o conhecia, mas o fato era o que eu estava sentindo, que se resumia – no momento – a uma enorme irritação. Ele que arrumasse companhia melhor para ir no cinema, tinha certeza que era apenas questão dele estalar os dedos diante da multidão de amiguinhas trouxas que elas fariam uma fila indiana.


Última edição por Remy Rosenbush em Ter Ago 18, 2009 8:28 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: The Manor av Rosenbush - Residencia dos Rosenbush   Ter Ago 18, 2009 6:00 pm

~~ 10 de novembro de 2029
~~ Sábado
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~~Se ela estiver afundando eu posso segurar minha respiração até que o céu volte
~~Ou me afogar como um rato...




Of Moons, birds and monsters

Ergui minha mão de dedos longos ajeitando o óculos em minha face, por de trás deles eu podia ver a expressão de meus irmãos. Bem do mesmo modo que eu não conseguia engana-los eles também não conseguiam me enganar, estava escrito, tatuado na testa de Rachelle que ela estava louca, se retorcendo de curiosidade para saber onde eu tinha ido. Remy era mais misterioso, eu não sabia se ele estava curioso e se guardando ou se ele estava chateado, na pior das hipóteses ele deveria estar se roendo de ciúmes.

Faço um bico contraindo os lábios de frio e pego uma caneca de chocolate quente, bebo um gole do liquido fumegante que desce corroendo minha garganta de tão quente que estava, tiro enfim os óculos, era horrível usa-los e eu não enganava ninguém mesmo. Os guardo revelando meu rosto branco como a neve, a maquiagem estava quase sem ser notada mas dava pra perceber que eu estava mais pálido que o normal, passo um dedo pelos meus lábios limpando o liquido que escorrerá pelo canto dos meus lábios, olho de canto rindo do deboche de minha irmã e passando a mão pela mesa até alcançar a dela;

- o sol está de fato tão bom quanto o seu rosto minha irmã! – solto um riso extremamente forçado e bebo mais um gole de minha bebida, abaixo o olhar para dela desviando por alguns segundo para meu irmão que fazia de tudo para não se importar, solto um largo riso de canto – Florzinha... o que aconteceu com você? Estou sentindo falta das suas perguntas indiscretas, elas são tão, revigorantes! – ta certo, meu deboche transbordou desta vez, mas não pude evitar meu humor não era dos melhores.

Vejo meu irmão falar aquilo com um desdém inacreditável, solto uma gargalhada alta ao ver ele se virando e solto antes que ele pudesse dar mais um passo para fora do lugar onde estávamos – isso tudo é só ciúmes ou é impressão minha? Um pouco de inveja talvez, e claro muita raiva de eu não ter te levado não é querido maninho? Mas não se espante... vá e tome o seu banho... quem perde no fim das contas e você, sozinho nessa casa o dia inteiro, no frio, vendo a neve cair enquanto eu e Rache nos divertimos pelas ruas.... é quem perde é você seu inútil! – falo bem debochado, era obvio que eu só fazia aquilo para ele ir com agente, eu queria muito que ele fosse afinal não seriamos os trigêmeos sem ele.

Eu sabia também que aquele modo como eu estava agindo poderia funcionar, ao menos eu tentava certo, fato que se ele não fosse seria um tédio e ele ficaria com ainda mais raiva de mim, e eu não estava afim de ficar brigado com meu irmão mas se ele espera que eu me ajoelhe na neve e peça perdão de joelhos, beije a mão dele e todas aquelas coisas que ele adora que façam para ele, ele esta redondamente enganado, ele que venha a mim, do contrario que continua perdendo é ele.
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MensagemAssunto: Re: The Manor av Rosenbush - Residencia dos Rosenbush   Ter Ago 18, 2009 7:29 pm

10 de Novembro de 2029 ≈ Sábado
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”Det var den tid du forlorat din steg som gjorde dina steg sa viktigt.”
Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.


Eu não podia negar, estava curiosa para saber aonde meu irmão tinha ido a noite toda, era de praxe ele aprontar coisas semelhantes e nossos pais não ficarem sabendo e isso era o que mais me intrigava, eu pessoalmente não sabia mentir bem, eu sabia distorcer a verdade, sempre que eu aprontava alguma coisa eu acabava contando a minha versão da história o que normalmente fazia do meu ato corrupto, quase uma santidade. Até mesmo cogitava a chance de virar atriz, porque mentir é facil, mas interpretar uma realidade ao ponto de tornar a história positiva para mim, era outra totalmente diferente. “Se não tivesse tanta aversão aos trouxas até cogitava isso”. Mas como eu sempre tive uma grande repulsa por eles, não teria outra opção senão ter uma profissão bruxa, ou até me envolver com os trouxar, trabalhando com essências. Cedo demais pra pensar nisso.

Eu sabia que em resposta ao meu comentários irônico, viria um ainda pior. Mas talvez ele estivesse tão desorientado com o acontecido da noite que não percebeu a gafe que cometeu.

- Obrigada amado! Respondi sorrindo de ironicamente. ”Aloooow... céu aberto. O sol pode não esquentar mas estava sem dúvida lindo de se olhar” E mais uma vez me foi confirmado de que a noite foi ótima.

O clima estava tenso naquela manhã. Ralph de ressaca sempre foi uma chatice de se aturar. Remy se corroia de ciúmes, por mais que não admitisse, eu sabia que ele se corroia. O que tornava minha gélia manhã, ainda mais fria. Por Merlim, o que foi que fiz para merecer?! Eu realmente devia desistir de tentar entendê-los, em especial Ralph. “Se eu perguntasse o que havia acontecido, ele retrucava e se eu não perguntava, ele vinha cheio de ironia pra cima de mim.” Respirei fundo. Eu realmente devia merecer isso.

-Se for ficar com deboche Ralph, vai fazer isso longe de mim. Eu sempre fui o exemplo de paciência e boa educação, mas as vezes eu acabava perdendo as estribeiras. -Não tenho culpa se sua ressaca está feia. Se eu pergunto é pra saber se você está bem! E a preocupação sempre se tornava em intrometimento.

”Espera um instante. Vocês DOIS? O que Remy queria dizer com isso? Negativo.” Olhei para meu irmão que agora se levantava, pronto pra entrar na casa. Assim que Ralph descarregou todo seu sarcasmo eu disse. -Você não vai mais? Qual é Remy... eu não aturo isso só com o Ralph não. Você sabe muito bem disso. Eu não saia na Londres trouxa com menos do que os meus dois irmãos comigo. Se fosse só um... nada feito, eu ficava em casa olhando minhas rosas, mas não ia andar em uma rua lotada de trouxas.

-Ralph... abaixa sua bola. Em seguida olhei feio para meu outro irmão. Por Merlim era o que me faltava começar aquele dia com uma briga por um motivo tão idiota. -Não sei o que aconteceu na sua maravilhosa noitada. Mas não justifica você ficar descarregando sarcasmo e desdem pra cima do Remy e de mim. Parei por um minuto, antes de me levantar. -Acha mesmo que eu vou me divertir em uma cinema com você sabendo que o Remy não foi por sua causa?! Fora uma pergunta com resposta desnecessária. Respirei fundo enquanto ajeitava o sobretudo. -Vou ver minhas rosas. “E você que se acertem...” Foi o que faltou eu dizer antes de sair em direção a uma das estufas em que tinhamos acesso.
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Remy Rosenbush
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MensagemAssunto: Re: The Manor av Rosenbush - Residencia dos Rosenbush   Ter Ago 18, 2009 8:20 pm


~ 10 de Novembro de 2029 - Sábado ~
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(Hadia Bejar)

Falando sério agora, eu amava Ralph, mas como ele de vez em quando conseguia ser assim tão insuportável?! Eu contraía meus punhos cerrados com as palavras dele, enquanto esperava para ouvi-las do lado de dentro da casa, junto a porta, mas longe de suas vistas. Ugh, criatura desagradável, egocêntrica, convencida! Como é que eu consegui dividir o mesmo útero com ele por nove meses?! Quando ouço ele me chamar de inútil, era o fim. Volto no mesmo instante para a porta e o respondo, com o rosto levemente corado de raiva (pelas coisas que ele dissera) e vergonha (por ele ter deixado claro que percebera meu ciúmes).

- Inútil é VOCÊ Ralph. Que sai sem avisar com esse bando de trouxas deconhecidos e me deixa preocupado com você! Sem saber se você está bem! Se vou te ver pela manhã! – Mordo o lábio de leve percebendo que estava levando as coisas muito no pessoal, então mudo o rumo da conversa, jogando a culpa para meus familiares também – O que eu ia dizer para o papai se ele me perguntasse por você quando eu acordasse? Não me apronte mais uma coisa dessas. Não gosto de ficar ouvindo sermão por encobrir as suas escapadas. -

Todavia, eu sabia que isso não iria adiantar nada, que ele iria continuar fazendo, e me deixando com o coração na mão. Parecia que ele nem se importava, que raiva, eu queria também não me importar tanto. Fecho a boca ouvindo nossa irmã nos jogar algumas poucas palavras duras, na realidade as dirigindo principalmente para Ralph. Ela tinha razão, não é porque ele havia acordado virado que tinha o direito de nos espinafrar daquela maneira. Apenas concordo com tudo que ela diz, fazendo um biquinho nervoso, mantendo meus braços cruzados e apoiado ao dossel da porta.

Assim que Rach deixa a mesa em direção às estufas, meus olhos teimavam em encarar Ralph, por mais que minha vontade fosse mesmo me virar e ir embora, meus pés também eram desobedientes e insistiam em me fixar ali como se fossem um tipo de pedúnculo. Respiro fundo para acalmar os ânimos um pouco e então me aproximo novamente da mesa, olhando para Ralph e depois para a cadeira, oscilando esses olhares até de fato me sentar. Por onde eu ia começar agora?

- Eu me exaltei, eu sei. Mas a culpa... A culpa é toda sua. – Fico de bico, de braços cruzados, olhando pra meu joelho que parecia tão interessante. – Por que você tem que fazer isso, hein? – Mordo o lábio, respirando bem fundo e balançando a cabeça. Eu tinha que parar de dar uma de bobo. – Mas sabe? Eu não tenho nada a ver com isso, não é? – Me levanto, pondo a cadeira junto à mesa, dando passos em direção à porta novamente. – Não vou estragar o passeio da Rach. Eu vou junto, porque senão ela não vai querer ir. Agora eu vou me arrumar, espero que ao menos você escolha um filme bom, Ralph. –

Saio dali indo em direção as escadas, para então andar alcançar o meu quarto. Que ódio, mais uma vez eu havia sucumbido, eu havia cedido ao que ele queria, por mais que o clima estivesse péssimo, ele havia ganho de certo modo. Chego no meu quarto e vou direto para o banho, empurrando a porta e a ouvindo bater quando já entrava no box, deixando minhas roupas para trás. Abro o chuveiro e entro debaixo da água morna, fechando meus olhos e deixando que ela escorresse pela minha testa e, posteriormente, pelo meu corpo, para que então lavasse toda aquela frustração matutina e a levasse, diretamente, para o ralo.
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MensagemAssunto: Re: The Manor av Rosenbush - Residencia dos Rosenbush   Ter Ago 18, 2009 9:08 pm

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~~Ou me afogar como um rato...





E
le havia parado de costas enquanto eu falava, logo se virou vindo para mim, ouvi as palavras de Rachelle como quem ouve uma opera, sibilando alguns risinhos por vezes enquanto tomava meu chocolate quente que fumegava em minha garganta, limpei meus lábios com o guardanapo de pano e logo coloquei na mesa novamente agora comendo um pedaço de bolo, no fim eu havia ouvido calado tudo o que Rachelle havia dito, agora meus olhares se voltam para o Remy que quando ouviu que eu havia o chamado de inútil se revoltou.

Continuei comendo como se as palavras dele fossem musicas, mas ele não prosseguiu, cada palavra dele me deixava mais feliz por dentro, era claro que ele estava se roendo de ciúmes por mim e isto deixava meu ego mais elevado que outra coisa. Adorava as crises de ciúmes dele. Rachelle voltou a falar até se levantar e começar a andar até a estufa, acompanho seu corpo com os olhos e solto mais um risinho debochado;

- acabou Rachelle? Mais nenhum sermão? Vá ver suas rosas e cuidado com os espinhos! – solto uma gargalhada olhando agora para Remy parado na porta, solto um risinho terminando meu chocolate quente e fico mirando-o, encarando-o nos olhos naquele tenso olhar, como se quiséssemos nos comunicar, falar sem usar as palavras, apenas em pensamento onde poderíamos ser muito mais livres do que somos nessa maldita vida. O vejo começar a se aproximar de mim e solto um risinho abaixando meu olhar, passo minhas mãos pelo meu cabelo arruivado e mordo um lábio agora não mais o olhando e sim para a cadeira, jogo meu cabelo para trás o vendo sentar e mesmo hesitando levo minha mão até o seu joelho.

Ouço as palavras dele se redimindo e não nego um riso vitorioso e de canto preenchendo os meus lábios rosados, aperto os joelhos dele conforme ele vai falando e me aproximo ainda mais dele – claro que você tem haver... você tem tudo haver com isso seu idiota! Por que eu faço isso? Será que você não percebe, será que é tão sego a ponto de não enxergar certas coisas? Eu sei que a culpa é minha mas faço tudo por sua causa! – falo e ele parece não me ouvir, quando ele se levanta para sair o puxo pelo braço lhe roubando um rápido selinho, e logo ele vai, solto um riso o vendo subir as escadas dentro de casa.

Me levanto olhando para a estufa e solto mais um risinho, me espreguiço com um pouco de manha e caminho até a estufa onde Rachelle estava, entro devagarinho olhando as rosas adormecidas, muitas ainda em botão, fecho a porta da estufa para não alterar a temperatura. Lá dentro estava bem quentinho e agradável, vou caminhando por entre os vasos até chegar perto de minha irmã, seguro ela pela cintura rindo um pouco e lhe roubando um beijo na bochecha;

- eu sempre consigo o que eu quero sabia maninha.... Remy vai sair com agente.... Até parece que eu não sei lidar com vocês dois! – falo risinho e brincalhão mordendo a bochecha dela e depois a largando divertidamente.
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MensagemAssunto: Re: The Manor av Rosenbush - Residencia dos Rosenbush   Sex Ago 21, 2009 4:59 pm

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Tratei de entrar logo na estufa, não queria causar um choque térmico nas rosas mais próximas a porta, assim que entrei tirei o sobretudo, colocando em cima de uma mesinha ali próxima. Estava ameno e até abafado lá dentro e o que fazia com que as rosas mantessem seu esplendor. Caminhei lentamente por entre elas até chegar no fundo da estufa onde estavam localizadas as minhas rosas preferidas. Haviam rosas de todos os tamanhos. Algumas já totalmente abertas, outras abrindo e algumas que era somente o botão ou nem isso. Eu não queria fazer barulho, as rosas pareciam estar adormecidas, não me chame de maluca, mas elas realmente riem quando estão prontas para desabrochar.

Eu as olhava encantada para elas que nem ao menos me dei a trabalho de avaliar quanto tempo fiquei ali, tudo que sei foi que do nada “Leia-se: Sou desligada e não vi ele chegar.” o Ralph apareceu me segurando pela cintura e quase me derrubando. Se ele acha que me dar um beijo na bochecha vai me fazer esquecer todo o deboche dele de poucos minutos, ele estava redondamente enganado.

- Que bom. Agora você tem companhia. - Respondi voltando a olhar para as rosas. - Não to nem um pouco a fim de me enfiar no meio de um bando de trouxas. – Se eu não era a que mais tinha aversão a eles, era sem dúvida uma delas. Ficar no mesmo local fechado por mais de uma hora com aqueles seres era quase um filme de terror pra mim. Mas eu conheço bem o irmão que eu tenho. - Antes que você comece a argumentar... - Falei rápido sabendo que ele iria dar um jeito de me convencer. - Eu vou. –

Novamente, antes dele se manifestar, continuei. - Com duas condições. – Estiquei um dedo. - Nada de filmes de terror e sim um bom suspense. E nada de ficar tentando me empurrar pra cima de um daqueles trouxas nojentos. – Eu conhecia bem os irmãos que eu tinha e sabia que assim que pisassemos no tal do cinema logo eu ouviria “Mais aquele ali presta Rach.” Olhei para ele, agora sim esperando sua resposta.


Última edição por Rachelle C. Rosenbush em Seg Ago 24, 2009 11:53 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: The Manor av Rosenbush - Residencia dos Rosenbush   Sex Ago 21, 2009 8:37 pm


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O gosto dele permanecia nos meus lábios, assim como as mãos dele estavam marcadas em meu corpo, por mais que as gotas de água escorressem por ele. Às vezes eu tinha realmente horror de como Ralph fazia o que queria de mim, como havia sido bem colocado por Rach. Desde quando eu me descobri apaixonado por ele aquela fraqueza se fazia sempre presente. Por mais que eu batesse pé, fizesse birra, incomodasse, ele sempre me convencia. Bato de leve a mão fechada na parede descontando a raiva no inanimado, respirando fundo depois e terminando meu banho, tentando esquecer o que estava gritando em minha cabeça: a noite anterior.

Tiro o condicionador dos cabelos e então me enxáguo mais uma vez, fechando a torneira do chuveiro e saindo, do box e me dirigindo até o espelho, verificando que minha expressão de cansaço tinha sido levemente amenizada pelo banho. Respiro fundo e busco nas prateleiras alguns cremes, derivados dos mais diversos tipos de flores, formando uma atmosfera harmoniosa de odores em meu corpo, os quais eu sabia que mexiam com Ralph. O melhor de ter sido criado praticamente grudado nele o tempo todo era saber tim-tim por tim-tim cada uma de suas preferências, em todos os sentidos. Não coloco perfume, deixando que apenas aquelas essências naturais emanassem da minha pele, então saio do banheiro, com a toalha enrolada, em direção ao quarto.

Quanto à roupa, não tenho muitas dúvidas. Estava frio, e eu precisava colocar um pulôver. Opto por um da cor índigo, tendendo levemente a violeta, um tom fantástico para os olhos, ao menos para os meus. Coloco uma calça escura, jeans, para me “misturar” entre os trouxas, já que realmente iríamos fazer aquele programa. Coloco um tênis muito conhecido por eles como “all star”, básico e preto, uma das poucas roupas de trouxa que eu realmente gostava. Pego um casaco e coloco por cima, mas de maneira que não desmerecesse o tom da minha blusa, e então saio, com os cabelos rubros ainda molhados.

Desço as escadas em direção aos jardins novamente, saindo ali e fechando o casaco que se ajustava perfeitamente a minha silhueta, cada um dos botões com seu devido cuidado, indo em direção à estufa e entrando por ela, vendo Rach e Ralph ainda de papo ali dentro. Sorrio com a beleza das flores, protegidas do tempo frio que arrasava a maioria das folhagens lá fora. Por um lado eu as invejava, quem dera eu também tivesse um refúgio como aquele quando Ralph me alfinetava.

- Vocês ainda estão aí? Merlin, eu já estou até pronto! – Dou uma risada de leve, constatando que eu havia me apressado – mesmo que inconscientemente – demais naquele banho. – Bem... Acho que podemos ir não é? E já que vamos nos meter entre os trouxas mesmo... – O que ainda me era um pouco indigesto. – Podíamos aproveitar para comer alguma coisa fora, em algum café. – Confesso que se havia uma coisa daquele mundo que eu podia salvar, eram alguns pratos, assim como os cookies servidos pela manhã, que me davam água na boca.
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MensagemAssunto: Re: The Manor av Rosenbush - Residencia dos Rosenbush   Dom Ago 23, 2009 2:06 am

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a certo que as minhas brincadeiras não iriam apagar o meu deboche e mal humor matinal, de fato por muitas vezes eu sou grosso, ignorante, idiota, eu dei disto! Mas custa eles relevarem? Me conhecem a dezesseis anos e ainda se fingem de surpresos, quando vejo a expressão de Rachelle não fecho meu sorriso, muito pelo contrario o alargo ainda mais, todavia as palavras dela um tanto duras me deixam deveras sem jeito, o jeito como ela fala que não iria me balança mas não deixo de rir, todavia antes que eu pudesse falar ela se contradiz dizendo que vai. Sabia, meus métodos de persuasão nunca falham!

- Ok! você venceu! Filme de suspense... mas poxa maninha tem uns trouxas tão divertidos, eles são bom assim pra você passar o tempo, se distrair sabe... tem uns tão gostosos, vou te mostrar, cara eu vi um que tinha um abdômen Rache! Você ia amar! – falo meio debochado, lógico tudo que eu digo sempre tem um tom inacreditável de deboche, é difícil saber quando eu estou falando a verdade, quando eu estou brincando e quando eu estou debochado já que isso acontece noventa por cento do tempo, somente Rachelle e Remy mesmo para me decifrar. Falando em Remy ele não tarda a aparecer, olho-o e começo a brincar com um botão de rosa de um vaso perto de mim – foi tão rápido Remy, que foi vai tirar o pai da forca? – solto uma gargalhada com meu sarcasmo e me aproximo dele.

- eu estava comentando com Rachelle que os trouxas são deliciosos, alguns tem um corpo inacreditável maninho... você deveria experimentar também! – falo alfinetando meu irmão como de praxe, me aproximo de novo de Rachelle e falo animado – excelente idéia Remy, nossa que bom que alguém anda pensando entre nos... ando tão avoado ultimamente! – solto uma gargalhada e tomo a dianteira saindo da estufa – vocês criaram raízes ai ou vêm comigo? – solto mais uma de minhas risadas estridentes caminhando pelo jardim para fora da casa, pelo canteiro externo nem sequer olhando para ver se eles me seguiam, de fato eu não me importava muito, sabia que de uma maneira ou de outra eles viriam ou papai e mamãe lhes culpariam por eu ter saído sozinho, o que sempre acontecia, coitados.





Citação :
Ação do Ralph finalizada nesta cena.
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MensagemAssunto: Re: The Manor av Rosenbush - Residencia dos Rosenbush   Seg Ago 24, 2009 12:23 pm

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Do mesmo modo que Remy e eu sempre acabavamos cedendo ao que Ralph queria, “Leia-se, eu ainda sabia recusar, mais o Remy...” Ralph também não sabia dizer não ao que os irmãos queria, “Leia-se: ele sempre vinha com deboche, mas cedia.” E no final, tudo sempre acabava em nada, mas ainda assim temavamos em dizer não um para o outro ”Vai que dá certo um dia não é?!”

Sorri ao ver que Ralph havia concordado que o filme não seria de terror, eu simplesmente detestava ver aquelas coisas nojentas, normalmente envolvendo mortos-vivos saindo de túmulos e coisas sangrentas, preferia mil vezes tomar um belo susto. – Ótimo. – Respondi, mas logo meu sorriso murchou e eu passei a fuzilar ele com o olhar, ele não perdia uma oportunidade de me deixar com nojo. – Tem muitos bruxos que também tem um baita abdômen, Ralph. – Retruquei. – Se vier com graça eu volto pra casa, ouviu bem? –

Olhei em volta, a tempo de ver e ouvir Remy se aproximando. Ele fora rápido, até demais, pelo que eu sabia ele achava tanto quanto eu que os trouxas eram repugnantes “Então... porque a pressa em se trocar tão rápido?” Só Merlim sabe, ou talvez nem ele. Ralph é claro não perdeu a oportunidade e dessa vez eu tive que rir de seu comentário, de fato parecia que Remy estava indo tirar o pai da forca.

- Correção. Você estava me dando nojo cada vez que comentava que os trouxas podiam ser deliciosos. – Era a pura verdade, só o Ralph para achar que aquilo me comovia e não que me dava nojo. Respirei fundo ao constar que aquilo seria um longo dia, Ralph estava com uma bela vontade de alfinetar Remy e eu não fazia a mínima idéia do porque. Quem está na chuva, é pra se molhar, então não custaria nada parar em um lugar trouxa pra comer alguma coisa. - Aco que estou preferindo criar raizes aqui. – Sussurrei mais para mim mesma do que para qualquer outro antes de seguir Ralph para fora das estufas, pegando meu sobretudo antes de sair.



Citação :
Ação finalizada aqui.
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MensagemAssunto: Re: The Manor av Rosenbush - Residencia dos Rosenbush   Seg Ago 24, 2009 9:34 pm


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"A fragrância sempre permanece na mão de quem oferece as flores"
(Hadia Bejar)


Mas que críticas todas – fossem elas verbais ou não - eram essas ao tempo de duração do meu banho? Só porque o eu havia tomado rapidamente? Desculpe se eu não os havia feito esperar horas, como geralmente fazia. Não, eu não havia feito isso apenas para não perder tempo e chegar logo no cinema com Ralph só porque eu havia ouvido boatos de alguns sangues-ruins que lá era bem escurinho, se é isso que eles estavam pensando. Hunf. Eu apenas tinha certeza de que seria melhor para a opinião pública ali que saíssemos de uma vez antes que eu mudasse de idéia, porque a tentação era bem grande, admito.

- Se preferirem eu subo lá em cima de novo para me lavar mais uma vez. Daí quem sabe vocês tenham a certeza de que eu estou limpinho. – Falo com um bico ainda meio emburrado pelo que havia acontecido de manhã, aqueles dois adoravam cutucar meu estresse com vara curta.

E falando em me alfinetar, lá vinha ele com aquela conversa de trouxas e de corpos, querendo jogar na minha cara como ele saía com eles e se divertia com eles e fazia sabe-se Merlin lá o que com eles. Começo a me perguntar se não deveria ter demorado mais tempo lá em cima, pelo menos até que eu me acalmasse da irritaçãozinha da manhã. Ain meu sangue borbulhava, eu queria matar! Respiro fundo mantendo as aparências, sorrindo para Rach quando ela comenta que tinha nojo daquilo. Ao menos alguém consciente ali no recinto.

- Não experimento porcarias irmãozinho, podem fazer mal. Não é Rach? – Comento em relação à provas “dos” trouxas. Não, muito obrigado, eu preferia ter classe. - A única coisa boa dessa gentinha é o cardápio... E nem tanto assim. Não trocaria o bolo de caldeirão da mamãe por nada! Enfim... Aff... Vamos então né. Já que tem que ir. –

Faço um docinho básico e sigo com eles dois, saindo da estufa e indo em direção ao tal cinema. Confesso que até estava um pouquinho curioso a respeito do lugar. Ouvia mais comentários daqueles bruxos que eu havia citado anteriormente, a respeito do lugar ser ótimo para umas trocas de beijos e carícias. Claro que eu estava de mal com Ralph, e Rach estaria do lado – o que tornaria alguma intimidade a mais com ele totalmente vetada – mas eu sabia bem que ele daria um jeitinho nisso, em tudo isso, ele sempre dava.

Citação :
Ação do Remy finalizada nesse post.
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